Puts, quando criei o blog queria ter aonde escrever uma par de besteira... mas fica cada vez mais difícil conciliar meu tempo para conseguir sentar e escrever algo...
Como hoje estou meio disposto, deixa eu tentar voltar com o blog...
A princípio me deixa falar das minhas impressões do "O Bem Amado":
O filme é bem legal, no estilo tradicional do Guel Arraes, mas o grande problema é a repetição desse "estilo" dele.
Para explicar aonde isso complica o filme, devemos antes lembrar que "o Bem amado" antes de tudo já foi peça, livro e novela, escrita por Dias Gomes, antes de chegar ao cinema.
Aí então entramos no grande problema, a síntese. O filme se preocupa em "jogar" um grande numero de atores globais na trama, atores que não fazem diferença alguma na trama, como a filha de Odorico e mesmo o jovem jornalista interpretado pelo Caio Blat.
Criando assim dois núcleos, o de personagens principais, que são mais aprofundados, e os personagens "cenário", que estão lá apenas para que as pessoas vejam mais um rostinho global, e chamar publico para o cinema.
Assim, Odorico, Dirceu Borboleta, Zeca Diabo e as Irmãs Cajazeiras (no original beatas aqui bem soltinhas), são até que bem delineados, muito mais Odorico, mas a trama está em volta desses personagens.
Assim entre as analogias com a política Brasileira e os saltos temporais, que você só descobre no meio da cena quando falam "já se passaram 6 meses" ou "já se foram um ano" (hehehe), o filme vai correndo com um ritmo rápido, e com um bom humor, mas chega uma hora em que você não aguenta mais os momentos impactantes seguidos e olha em volta e pensa: "é... foi muita coisa para espremer tudo em um filme só...".
No final das contas a pessoa acaba ficando saturada de tantos momentos de piada e de tanta explicação jogada fora, citando uma parte da critica do Hessel do Omelete:
"Mas aí entra a falta de medida de Guel Arraes com o texto. As analogias entre Sucupira e Brasil, por exemplo, são repetidas à exaustão - no começo, nas comparações com o governo Jango, e no final, com as referências às Diretas Já e a desnecessária fusão na imagem do globo terrestre. O Bem Amado não é o primeiro filme a subestimar a capacidade do espectador de entender um subtexto, nem será o último."
Assim, no final das contas, é um bom filme, divertido, e interessante. Mas só tenho uma coisa a dizer por fim sobre essa adaptação da mídia televisiva para o cinema: Tomara que não tentem isso com o Roque Santeiro, essa é boa de mais para virar uma correria de 2 horas...
Nota "O Bem Amado": 7,5/10
Para ver a crítica do Hessel no Omelete (uma crítica profissional, não essa minha tentativa, hehehe):http://www.omelete.com.br/cinema/critica-o-bem-amado/
Bem... Valeu... Por enquanto é isso...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
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